Doença ‘misteriosa’ leva sete pessoas a hospitais em Minas; sintomas são semelhantes

Marcos Santos/USP - Imagem ilustrativa

Situação que preocupa


Uma doença “misteriosa”, ainda não identificada, atingiu pelo menos sete pessoas em Minas Gerais, desde o fim do ano passado e no começo de 2020. Os primeiros sintomas diagnosticados nos pacientes são gastrointestinais – como náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal – e parecidos com os de moradores do bairro Buritis, na região Oeste de BH, que viraram assunto nas redes sociais ao longo do último fim de semana. Apesar da semelhança, não há nada que confirme, até o momento, uma relação entre os casos.

A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) informou, por meio de nota, que uma investigação é realizada pelo CIEVS Minas (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) “com o objetivo de esclarecimento diagnóstico e busca de novos casos”.

O primeiro caso foi registrado em 30 de dezembro de 2019 em um hospital particular na capital mineira. O paciente deu entrada na unidade de saúde com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas.

No dia seguinte, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, outro caso foi notificado e o paciente internado com os mesmos sintomas daquele de BH.

Pacientes continuam nos hospitais
Todos os pacientes diagnosticados são do sexo masculino e as idades deles variam entre 23 e 76 anos. A maioria é de Belo Horizonte – cinco, no total -, um de Nova Lima, na região metropolitana, e outro de Ubá, na Zona da Mata.

Os pacientes seguem internados em hospitais da capital e de Juiz de Fora com insuficiência renal aguda de rápida evolução e alterações neurológicas centrais e periféricas. Os quadros evoluíram dois primeiros sintomas até a internação em uma média de 2,5 dias.

As alterações neurológicas citadas são: paralisia facial, paralisia descendente, borramento visual, alteração de sensório e amaurose (perda de visão parcial ou total).

Exames laboratoriais seguem sendo realizados na Funed (Fundação Ezequiel Dias), mas “ainda não há resultados conclusivos” sobre a doença, conforme informou a pasta.

Caso os profissionais de saúde atendam pacientes com os sintomas descritos é preciso comunicar o CIEVS BH e CIEVS Minas em até 24 horas.

BHAZ

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