Uma vitória com autoridade e o Atlético se impõe como favorito
Jogadores do Atlético comemoram o gol de Diego Costa (AP Photo/Andres Kudacki)
Por Leandro Stein
28/09/2013 19:25
Os sinais de amadurecimento do time de Diego Simeone são dados há quase dois anos, com a campanha incrível dos rojiblancos na Liga Europa. Na temporada passada, o desempenho no Campeonato Espanhol foi notável, assim como o potencial nos mata-matas. E, mesmo perdendo Falcao García, o Atlético demonstrou que a sua consistência é coletiva. Rodada após rodada, o clube foi batendo quem aparecesse no seu caminho. O Real Madrid, para seu desgosto, foi a nova vítima. Pela primeira vez desde o Villarreal em 2007/08, um time se intromete no duelo particular de Real e Barça na Liga.
A atuação do Atlético neste sábado repetiu a fórmula do sucesso vista na final da Copa do Rei. A equipe fez um trabalho excelente sem a bola, compactando as linhas de marcação e dando pouquíssimos espaços ao Real. O empenho dos jogadores era o principal trunfo da equipe, que também tinha rápida saída de jogo. E graças a um esforço defensivo, o desarme de Filipe Luís sobre Ángel Di María, é que Diego Costa conseguiu abrir o placar.
O Real Madrid, por sua vez, voltou a apresentar algumas das debilidades constantes sob o comando de Carlo Ancelotti. O time mantinha a posse de bola, mas tinha pouca profundidade. Mesmo Cristiano Ronaldo não aparecia para o jogo, atuando longe demais da área. Enquanto os merengues ainda tentam se acertar com o novo comandante, o Atleti vive o auge do entrosamento no esquema armado por Simeone. E os rojiblancos forçaram um jogo pesado, cheio de faltas e de momentos de tensão, que não foram bem contornados pelos anfitriões.
No segundo tempo, o Real até melhorou. Luka Modric e Gareth Bale foram a campo, substituindo Ángel Di María e Asier Illarramendi. Contudo, o desenvolvimento do time se dava mais pelo afrouxamento do Atlético na marcação do que pelos próprios méritos. E, do outro lado, Diego López continuava a trabalhar. Mais uma vez, o goleiro foi o melhor homem em campo dos blancos, realizando três defesas importantes. E, quando o arqueiro não pôde fazer nada, o travessão evitou que Koke anotasse um golaço.
Na base do desespero, o Real Madrid ainda tentou arrancar o empate nos últimos minutos, sem sucesso. Álvaro Morata saiu do banco e fez mais do que os atacantes que começaram a partida, mas nada suficiente para que o placar fosse modificado. Os blancos veem os rivais abrirem cinco pontos de diferença na tabela, algo que os € 139,5 milhões a mais que gastaram com reforços nesta temporada estão longe de sugerir.
Enquanto isso, o Atlético de Madrid reforça a imagem de time pronto para grandes feitos. Se na final da Copa do Rei o clube quebrou um jejum de 14 anos sem ganhar um dérbi, agora encerrou a pior sequência contra os rivais em La Liga. O melhor início do clube na história da competição, que alimenta os sonhos que os colchoneros mantêm desde 1995/96: a reconquista da Espanha. Com tamanha consistência, não há como duvidar.
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