Dedé perde mais uma queda de braço com o Cruzeiro e ainda terá que desembolsar quase R$ 300 mil

Foto: Divulgação

O zagueiro Dedé, mais uma vez, perdeu a queda de braço judicial com o Cruzeiro. Depois de ter o pedido de liminar para liberação imediata do vínculo com o clube mineiro, o jogador teve prejuízo maior nesta semana. Desta vez, o "Mito" teve indeferida a intenção de um mandado de segurança para rescindir com a Raposa. Além disso, a derrota também vai doer no bolso: ele terá que arcar com as custas da ação, no valor de R$ 277.813,33.

Na decisão tomada pelo desembargador Paulo Maurício Ribeiro Pires, o mesmo lamenta a argumentação do atleta que, na ação trabalhista, afirmou vive numa situação semelhante à escravidão.

"Sob outra ótica, lamenta-se a afirmação inicial de que o impetrante, cuja remuneração aduz corresponder a R$ 750.000,00 (e que ao menos parcialmente foi incontroversamente paga ao longo dos anos), esteja sendo submetido a permanecer como um ‘escravo’. Lastimável comparação, notadamente em se considerando o crítico momento sócio-econômico por que passa a esmagadora maioria da população brasileira, em razão das consequências da pandemia que vem assolando o mundo, correspondente à disseminação da COVID-19 - muitos almejando meramente obter um emprego em que receba o salário mínimo, no ano corrente reajustado para o montante de R$1.100,00”, afirmou o magistrado.

Considerando a ação inicial do defensor, o desembargador ainda atribuiu como valor de causa R$ 13.890.666,70, quantia bem menor do que os R$ 35.258.058,64 pedidos pelo zagueiro. Esse processo ainda será julgado e terá o valor definido somente ao final, pelo juiz, mas é um indício de que alguns pedidos de Dedé podem ser negados.

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