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5 de maio de 2020

Israel anuncia descoberta de anticorpo para o coronavírus

O Instituto de Israel para a Investigação Biotecnológica, do Ministério da Defesa, anunciou que desenvolveu um anticorpo para o coronavírus e que prepara a patente para depois entrar em contato com empresas farmacêuticas, com o objetivo de produzir em escala comercial.

Em comunicado, o instituto assegura que o anticorpo desenvolvido ataca e neutraliza o vírus nas pessoas doentes.

"De acordo com os pesquisadores, liderados pelo professor Shmuel Shapiro, a fase de desenvolvimento do anticorpo foi concluída", acrescenta a nota.

O ministro da Defesa de Israel, Naftali Benet, visitou o laboratório do instituto em Nezz Ziona, ao sul de Tel Aviv, onde tomou conhecimento da pesquisa. Ele afirmou que o "anticorpo ataca o vírus de forma monoclonal" qualificando o trabalho desenvolvido como "grande conquista".

"Estou orgulhoso do pessoal do Instituto de Biotecnologia por esse avanço. A criatividade e o pensamento judaico atingiram grande resultado", disse o ministro na nota. O texto não especifica se foram realizados testes em seres humanos.

Altos cargos do setor da defesa e da segurança israelita disseram que a descoberta é a "primeia desse tipo em nível mundial".

De acordo com a publicação digital Times of Israel, no mundo há cerca de uma centena de equipes de investigação à procura de uma vacina para o novo coronavírus, que provocou a pandemia, sendo que cerca de uma dezena estão, neste momento, em fase de teste em seres humanos.

Especialistas avisaram, em março, que o processo após o desenvolvimento de uma vacina em laboratório pode demorar pelo menos 18 meses.

O Instituto para a Investigação e Biotecnologia de Israel dedica-se, entre outras atividades, a investigar armas químicas, procurando antídotos contra novas substâncias.

Em março, o jornal Haaretz publicou que o centro tinha conseguido avançar nas investigações sobre a vacina, tendo o Ministério da Defesa desmentido a informação.

Em nível global, segundo balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 250 mil mortes e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Agência Brasil

25 de abril de 2020

Quase 700 mil pessoas foram curadas de Covid-19 no mundo

Reprodução
Espanha, China e EUA são os países com a maior quantidade absoluta de pessoas recuperadas. No Brasil, 55,3% dos infectados estão curados

O mundo já tem 679,2 mil pessoas curadas da Covid-19. Desse total, 42,3% estão distribuídos na Espanha, China, Itália e nos EUA, os quatro países mais atingidos pela doença. Em números absolutos, isso representa 281,1 mil pessoas. No Brasil, são 25,3 mil recuperados da doença, isso significa 55,3% dos infectados. Os dados são da Universidade John Hopkins e foram agrupados e analisados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles.

As informações são relevantes porque as pessoas curadas podem estar imunes à doença. Entretanto, ainda não há uma pesquisa definitiva sobre o assunto. A inferência é feita a partir do comportamento do sistema imunológico em relação a outras infeções.

No início, a quase totalidade dos curados estava presente na China, foco inicial de disseminação do vírus. No entanto, conforme a doença se espalhou pelo mundo e a curva de crescimento se achatou no país asiático, outras nações a ultrapassaram.

A quantidade absoluta de curados pode esconder situações diversas. É natural, por exemplo, que um país com a maior quantidade de infectados tenha maior volume de pessoas recuperadas da doença.

Para resolver esse problema, basta comparar a taxa de recuperação. Esse valor é obtido a partir da divisão dos casos diagnosticados pelos pacientes curados.

Nesse quesito, a China lidera com folga, com 92,8% dos curados. O Brasil vem em seguida com 55,3%. A Espanha tem 40,4%, enquanto na Itália são 28,05%, e nos EUA, 9,27%. Ao contrário da quantidade de recuperados absolutos, esse número pode diminuir em casos nos quais a taxa de infectados volte a crescer aceleradamente após um esfriamento.

Metrópoles

16 de fevereiro de 2019

Projeto de lei Anticrime será apresentado na terça-feira ao Congresso

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante reunião para discutir sugestões ao Projeto de Lei Anticrime, na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, Enfam. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

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