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terça-feira, 26 de julho de 2022

Saiba quais as cidades de Minas que já registraram casos de varíola dos macacos

Divulgação
Menos de um mês após o primeiro caso confirmado de varíola dos macacos (monkeypox), Minas Gerais já tem 44 registros da doença. Os números foram confirmados nesta segunda-feira (25) pela Secretaria de Estado de Saúde. Ao todo, há pessoas contaminadas pela enfermidade em nove municípios. Belo Horizonte, que lidera o número de casos (32), é a única cidade com transmissão comunitária no Estado. A capital também foi a primeira a ter um paciente com resultado positivo para a enfermidade, no dia 29 de junho.

A segunda cidade mineira com o maior número de casos de varíola dos macacos é Santa Luzia, na região metropolitana (3). Posteriormente, vêm Governador  Valadares (2), no Rio Doce, e Sete Lagoas (2), na região Central. Cataguases e Juiz de Fora, ambas na Zona da Mata, Contagem, na região metropolitana, Mariana, na região Central, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, têm um caso cada uma.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde, todos os casos confirmados até o momento no Estado são do sexo masculino, com idades entre 22 e 48 anos, e em boas condições clínicas. Ao todo, duas pessoas estão internadas em Minas Gerais, devido à necessidade clínica e isolamento. Os indivíduos que tiveram contato com os contaminados pela doença estão em monitoramento.

Especialistas consultados por O TEMPO afirmam que a situação é preocupante. A Organização Mundial da Saúde (OMS), inclusive, declarou a varíola dos macacos como emergência de saúde no último sábado (23). Para a OMS, emergência de saúde pública é um "evento extraordinário que constitui um risco à saúde pública para outros Estados por meio da disseminação internacional de doenças e potencialmente exige uma resposta internacional coordenada".

“A OMS já emitiu o alerta. É algo que está se alastrando rapidamente e pode causar danos razoáveis para a saúde das pessoas”, destaca o médico infectologista Estevão Urbano. O também infectologista Leandro Curi lembra que a capital, por exemplo, já tem transmissão comunitária, ou seja, os casos não são somente importados, o que também torna a situação mais preocupante. “A gente pode dizer que é difícil ter controle da doença a partir de agora, sem nenhuma medida”, diz Curi.

No último sábado (23), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à Folha de S. Paulo que o Brasil negocia com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) a aquisição de vacinas contra a doença. O número de imunizantes que seriam necessários para a população brasileira ainda está sendo estudado pela Secretaria de Vigilância em Saúde. O Instituto Butantan, em São Paulo, também já estuda produzir a vacina contra a doença no país. Em todo o Brasil, segundo balanço divulgado no último domingo (24), são 696 registros da enfermidade.

Tanto Curi quanto Urbano ressaltam que a vacina é, de fato, muito importante para barrar a doença. “Não se pode ficar parado. A comunidade científica precisa discutir acerca do imunizante”, diz Urbano.

Atualmente, há duas vacinas disponíveis. Uma delas é a  Jynneos (também chamada de Imvamune ou Imvanex), que já está sendo utilizada nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha para combater o surto da doença atualmente. A outra vacina é a ACAM2000, versão moderna do imunizante aplicado na década de 1970. Ambas ajudaram a combater a varíola humana e têm se mostrado eficazes contra a varíola dos macacos, segundo cientistas.

O TEMPO procurou a Secretaria de Estado de Saúde e perguntou sobre a possibilidade de vacinação em Minas Gerais. Em nota, a pasta respondeu que “até o momento, não há vacina disponível e não foram divulgadas orientações sobre a vacinação contra monkeypox”. Já o Ministério da Saúde, indagado sobre mais detalhes acerca da doença, afirmou que “tem articulado com a OMS as tratativas para aquisição da vacina varíola dos macacos, de forma que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) possa definir a estratégia de imunização para o Brasil”. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) respondeu que “a aquisição das doses e definição sobre a aplicação são de responsabilidade do Ministério da Saúde”.

O infectologista Leandro Curi lembra que a vacinação é uma medida muito importante tendo em vista também o fato de que a varíola dos macacos pode ser transmitida das mais diferentes formas. “É uma doença que se transmite de várias maneiras. Uma delas é pelas gotículas, então o uso de máscara e o isolamento são importantes. Porém, essa não é a única forma de transmissão. Portanto, não se combate a enfermidade apenas com uso do equipamento de proteção e lavando as mãos”. afirma ele.

O especialista acrescenta que “a doença também é transmitida por contato íntimo, por um abraço, por exemplo, por compartilhamento de talheres. Também há a transmissão por contato com as lesões na pele e superfície contaminada, como roupas de cama. Outra maneira, menos comum, é de mãe para filho”.

Por isso, para Curi, é relevante que as autoridades governamentais trabalhem junto à população e aos próprios profissionais de saúde em favor da educação sobre a enfermidade. “É preciso que as pessoas saibam como a doença é transmitida e como identificá-la”, afirma.

O infectologista Estevão Urbano também lembra acerca da importância do conhecimento sobre a doença, e que esse conhecimento é relevante, inclusive, diante da necessidade de haver um diagnóstico rápido, para que a pessoa contaminada fique em isolamento. “A massificação das informações é muito importante”, diz.

Propagação da varíola dos macacos

Mas, afinal, por que a varíola dos macacos tem se propagado tão rapidamente nos últimos tempos? O infectologista Estevão Urbano ressalta que a globalização trouxe consigo uma facilidade maior para as doenças se espalharem. “As pessoas, atualmente, se deslocam rapidamente”, ressalta.

O infectologista Leandro Curi também salienta que o transporte rápido de pessoas de um local para outro contribui para a propagação de enfermidades. Além disso, diz ele, os vírus se adaptam e, atualmente, a varíola dos macacos encontra uma população completamente vulnerável, já que o imunizante não é aplicado nas pessoas em geral desde a década de 1980. 

“Há um ambiente fértil, e a doença não ficará restrita a grupos específicos. Porém, por mais que a enfermidade esteja aumentando em números, ainda parece ser benigna. Não se deve associar a algo como a Covid-19, por exemplo. Mas, a qualquer sintoma, é importante procurar ajuda médica”, finaliza.

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

Os primeiros sintomas da varíola dos macacos são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. A doença se desenvolve com lesões na pele, primeiramente no rosto. As lesões também podem se espalhar para outras partes do corpo, incluindo os genitais.  As lesões na pele parecem as da catapora ou da sífilis até formarem uma crosta, que depois cai.  Os sintomas podem ser leves ou graves, e as lesões na pele podem ser pruriginosas ou dolorosas.

Como a doença é transmitida?

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. A transmissão de humano para humano ocorre entre pessoas com contato físico próximo com casos sintomáticos. O contato próximo com pessoas infectadas ou materiais contaminados deve ser evitado. Luvas e outras roupas e equipamentos de proteção individual devem ser usados ​​ao cuidar dos doentes, seja em uma unidade de saúde ou em casa.

(O Tempo) 

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