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quarta-feira, 6 de abril de 2022

Operação resgata mais de 300 aves silvestres no Leste de Minas e multas somam mais de R$ 800 mil

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O Ibama, junto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, apreendeu cerca de 330 aves silvestres em seis cidades do Leste de MG.

Segundo o órgão, ainda foram interditados 25 aviários, 40 criadores autuados e 48 autos de infração emitidos que, juntos somam R$ 897 mil em multas ambientais aplicadas.

A Operação Falsários I foi realizada em Caratinga, Governador Valadares, Inhapim, Ipatinga, Timóteo e Vargem Alegre.

Os pássaros resgatados receberam os primeiros cuidados veterinários e foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora. Entre as espécies, estavam Curió e Bicudo que estão ameaçadas de extinção.

De acordo com Sýlvio Modesto, analista ambiental do Ibama, a investigação surgiu após o órgão federal identificar possíveis fraudes no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass).

“Analisando os dados do SisPass, identificamos uma série de declarações falsas de nascimento de aves silvestres, pois as anilhas oficiais de identificação dos animais ainda se encontravam na sede regional do Ibama”, explicou.

As anilhas são pequenos anéis que possuem informações de identificação da ave e do criador. Elas são colocadas na pata dos animais ainda filhotes. Os instrumentos são utilizados para regularizar a manutenção e reprodução de pássaros em cativeiro, sem a finalidade comercial e em escala limitada.

“Grande parte dos criadores autuados usavam anilhas falsas ou adulteradas, sem regulamentação, para manter aves capturadas na natureza em cativeiro e burlar o sistema”, disse Daniel Colen, diretor de Fiscalização da Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) Leste.

Durante a operação, um criador do município de Ipatinga chamou a atenção dos agentes. No local, ele mantinha 81 pássaros ameaçados de extinção. A multa para cada animal foi de R$ 5 mil, totalizando R$ 407 mil.

De acordo com Código Penal, a falsificação, fabricação ou adulteração de selo público, destinado à autenticação de atos oficiais, constitui crime federal. Os infratores podem pegar de dois a seis anos de prisão, além de pagar multa. A legislação ambiental ainda prevê a apreensão dos animais e interdição do criatório ilegal.

G1 VALES DE MINAS GERAIS 

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