Cruzeiro reduz em 10% dívidas de empréstimos e alonga prazo de pagamento

Cruzeiro/Divulgação

Dos R$897 milhões devidos pelo Cruzeiro nos demonstrativos contábeis de 2020, R$128,2 milhões correspondem a empréstimos contraídos junto a bancos e pessoas físicas/jurídicas não financeiras. Houve uma queda de quase 10% em comparação ao montante apurado em 2019, de R$142,2 milhões.

De acordo com o balanço, o Cruzeiro quitou por completo uma dívida de R$3,5 milhões que tinha com o banco Digimais (descrito no documento como banco Renner), ex-patrocinador master do time principal, e saldou também uma pendência de R$79 mil junto à Caixa Econômica Federal.

O clube ainda abateu valores junto a Daycoval (R$257 mil para R$180 mil), Santander (R$3,1 milhões para R$ 2,9 milhões), Mercantil do Brasil (R$13,9 milhões para R$9,5 milhões) e Bmg (R$70,9 milhões para R$66,5 milhões).

Com relação a pessoas físicas e/ou jurídicas não financeiras, o passivo do Cruzeiro baixou de R$50,3 milhões, em 2019, para R$49,1 milhões, em 2020. Um dos principais credores é o empresário Pedro Lourenço, do Supermercados BH.

Se as obrigações com empréstimos e financiamentos são consideradas elevadas, o clube celeste ganhou um “respiro” ao “esticar” o pagamento. A dívida circulante, com vencimento em até um ano, caiu de R$65,6 milhões para R$14,4 milhões, enquanto o débito não circulante, com prazo superior a um ano, pulou de R$76,6 milhões para R$113,8 milhões.

“Os valores registrados referem-se a recursos captados junto a instituições financeiras e terceiros e são contabilizados inicialmente pelo valor justo, líquido dos custos de transações e posteriormente são mensurados pelo custo amortizado. Os financiamentos bancários estão garantidos por avais de dirigentes e direitos creditórios do clube e estão atualizados até 31/12/2020”, diz a nota do balanço.

Além dos R$128,2 milhões de empréstimos, o Cruzeiro registrou R$163,5 milhões em obrigações trabalhistas e sociais, R$16,3 milhões em obrigações fiscais correntes, R$217,6 milhões em obrigações fiscais e sociais parceladas, R$158,2 milhões em provisão para contingências, R$11,3 milhões em fornecedores e R$201,8 milhões em “contas a pagar”.

Somados, os valores correspondem a R$1,052 bilhão, porém é descontado o dinheiro das “receitas a apropriar” - cerca de R$155 milhões -, fazendo a dívida fechar em R$897 milhões. São R$312 milhões com vencimento em até um ano e R$585 milhões superiores a 12 meses.

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