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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Ronaldinho Gaúcho deixa hotel onde estava preso no Paraguai com aplausos e agradecimentos

Reprodução
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que Ronaldinho Gaúcho e o irmão dele, Roberto de Assis, deixam o hotel onde estavam presos no Paraguai. Os dois foram aplaudidos e agradecidos na saída.

O ex-jogador e o irmão foram liberados da prisão domiciliar na segunda-feira (24), mediante pagamento de multa de R$ 1,1 milhão.

Ambos foram detidos no Paraguai, no início de março, após entrarem no país com passaportes e documentos paraguaios adulterados.

Ronaldinho Gaúcho e Roberto de Assis cumpriram a prisão domiciliar em um hotel, em Assunção. Na saída do local, fãs pediram autógrafos ao ex-jogador. Os dois retornaram ao Brasil na terça-feira (25).

O governo paraguaio autorizou a saída dos irmãos mesmo com as fronteiras fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Os dois deixaram Assunção em um voo particular com destino ao Rio de Janeiro.

Decisão

Segundo o acordo, Ronaldinho Gaúcho deve pagar mais de R$ 500 mil, e o irmão dele, condenado por uso dos documentos falsos, mais de R$ 600 mil.

Conforme sugerido pela defesa, o valor total da multa será descontado dos mais de R$ 8,9 milhões depositados como fiança, em abril, para a concessão da prisão domiciliar. Segundo o juiz, cerca de R$ 7,8 milhões serão ressarcidos à dupla.

Como a Justiça acatou o pedido do Ministério Público, após o prazo legal, o processo será arquivado. O juiz informou ainda que o valor da multa será utilizado no combate à Covid-19 no Paraguai.

Audiência

A audiência foi transmitida ao vivo pela Justiça do Paraguai, na segunda-feira, pela internet.

O judiciário acatou a proposta do Ministério Público, aceita pela defesa, de que Ronaldinho Gaúcho não fosse condenado por usar documento falso, desde que pagasse multa para reparar o dano causado ao país. Ele também deve fixar residência no Rio de Janeiro (RJ).

O juiz informou ainda que parte da multa do ex-jogador será destinada para ajudar na campanha de uma criança com uma doença grave e que Ronaldinho deverá avisar à Justiça paraguaia, durante um ano, quando viajar para fora do Brasil.

O irmão Assis foi condenado pelo uso de documento adulterado, mas teve a prisão de dois anos suspensa mediante o pagamento da multa. Além disso, deverá se apresentar a uma autoridade judicial brasileira a cada quatro meses, pelo período de dois anos.

Conforme o advogado de defesa, a investigação do Ministério Público não encontrou nenhuma prova relacionada aos crimes que a promotoria suspeitava, como lavagem de dinheiro e associação criminosa. A defesa destacou que os dois foram presos de forma injusta, ilegal e abusiva.

Prisão no Paraguai
Ronaldinho e Assis estavam detidos desde março, após entrarem no Paraguai com passaportes e documentos paraguaios adulterados. Outras três pessoas foram presas na ocasião.

De acordo com o promotor paraguaio Federico Delfino, existia um processo de naturalização no Paraguai aberto para Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis Moreira. Segundo ele, o procedimento corria à revelia dos dois brasileiros.

Ainda segundo Delfino, o esquema também envolveria um funcionário público paraguaio, que teria apresentado uma série de documentos à Direção de Migração do Paraguai para naturalizar os dois irmãos.

Ao envolver órgãos oficiais paraguaios, o caso se ampliou no país. Em 5 de março, o diretor geral da Direção de Migrações, Alexis Penayo, pediu demissão do cargo e criticou o Ministério do Interior pela demora na resolução do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho.

Inicialmente, o Ministério Público do Paraguai decidiu não acusar Ronaldinho e Assis por terem entrado no país com passaportes adulterados. De acordo com os promotores, os dois admitiram o erro — e, assim, a promotoria entendeu que eles "foram enganados em sua boa-fé".

No entanto, o juiz Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, que ouviu os brasileiros, rejeitou o pedido do MP na ocasião.

Após a audiência que durou seis horas, o Valinotti decidiu que os dois seguiriam sendo investigados. A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva dos irmãos Assis Moreira, alegando "risco de fuga e que o Brasil não extradita seus cidadãos". No país, a prisão preventiva pode durar até seis meses.

Em 7 de abril, o juiz do Paraguai concedeu prisão domiciliar aos irmãos. Eles pagaram fiança de 1,6 milhão de dólares e, desde então, estavam hospedados em hotel no centro de Assunção, proibidos de deixar o pais.

https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2020/08/26/com-figurino-estiloso-ronaldinho-gaucho-deixa-prisao-no-paraguai-com-aplausos-e-agradecimentos-video.ghtml

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