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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Cruzeiro irá à Justiça para receber multa correta de Vitor Roque

Foto: José Tramontin/APR

Pedro Martins, executivo de futebol do Cruzeiro, falou sobre os detalhes da negociação envolvendo a saída do atacante Vitor Roque, de apenas 17 anos, do clube celeste e sua transferência para o Athletico Paranaense. O diretor falou inicialmente sobre a postura do departamento em relação à nota que foi publicada e que fez duras críticas a Alexandre Mattos, executivo do Furacão, o próprio Athletico Paranaense, e também André Cury, empresário de Vitor Roque. Supostamente, membros do futebol celeste não teriam concordado com a publicação. Pedro Martins nega essa hipótese. 

"O mais importante é a gente falar que o Cruzeiro se posicionou institucionalmente. E quando o Cruzeiro se posiciona de forma institucional, é óbvio que todos estão alinhados e que todos acreditamos na comunicação realizada pelo clube. Uma das maiores virtudes da equipe de gestão montada pelo Ronaldo é que a gente acredita demais no projeto que está sendo estabelecido pelo clube e estamos todos trabalhando dia e noite para recuperar a gestão do clube e construir, por meio de uma nova forma de gestão, um novo futuro para o clube", declarou Pedro Martins. 

Na sequência, o executivo cruzeirense explanou o que foi tratado com Vitor Roque, desde a proposta, a oferta de um plano de carreira e a recusa do jogador, que já tinha tomado a decisão em conjunto com seu empresário. 

"Em relação ao Vitor Roque, o mais importante a se dizer aqui é que o clube não vai entrar em nenhum tipo de argumentação ou disputa de narrativas. O clube vem falando o que aconteceu, vem declarando como ele se posicionou e como ele vai se posicionar daqui para frente. A crítica que foi feita foi pela forma com que a negociação aconteceu. Desde o início, a gente procurou estabelecer diálogo com todos os atletas que estavam no processo de renovação de contrato, e como falei no início, foram 139 negociações. Posso citar dois exemplos que estavam acontecendo ao mesmo tempo da negociação com o Vitor Roque: o Geovane e o Rafael Santos. E quando você fala negociação, você senta na mesa, um lado defende os valores e o que é pretendido pelo atleta, o outro lado o que a instituição quer e, normalmente, a gente chega em um acordo, sempre mantendo a ética e o respeito entre as partes. Foi assim que aconteceu, o Geovane renovou o seu contrato, o Rafael Santos renovou, e vejo que eles estão muito felizes e satisfeitos em termos do que o clube ofereceu para eles em projeção de carreira. O Vitor Roque não foi diferente", contou Pedro Martins.

"A gente apresentou para ele um plano de carreira, a gente trouxe possibilidade de crescimento de acordo com seu desempenho esportivo. E ficou claro que desde o início, desde a postura do seu representante e das pessoas que participaram da negociação, que ia ser uma negociação difícil e bem complicada. E das 139 negociações que participamos, apenas uma não teve desfecho, a do Vitor Roque. Seu procurador deixou evidente que o atleta queria sair do clube e queria sair pela porta dos fundos. É importante falar que não tem jogador insubstituível dentro do clube, o Cruzeiro está disposto a sentar e conversar com todos. Não tem problema se você quer vender seu jogador ou se está insatisfeito e quer sair, Mas o que a gente pede é uma postura ética, correta e que seja adotada uma postura frontal, infelizmente isso não aconteceu", lamentou o executivo do Cruzeiro. 

Pedro Martins garante que o clube está resguardado de tudo o que aconteceu na negociação e vai à Justiça para a multa correta seja paga por parte do Athletico Paranaense. 

"O clube pretende judicializar os fatos. A gente está tranquilo com todos os argumentos jurídicos que existem e o Cruzeiro vai buscar na Justiça os seus direitos para receber a multa que é a correta", sentenciou Pedro Martins. 

Saindo pela porta dos fundos 

Pedro Martins lamentou ainda a forma que Vitor Roque optou pela saída do Cruzeiro, não priorizando um plano e a gestão de sua carreira. Para o executivo, o jovem jogador deixou o clube pela porta dos fundos. 

"Com relação ao atleta, acredito que poderia, sim, ter uma postura diferente com relação a quem gere a sua carreira. Jogadores de alto nível não precisam de leilão, não precisam de negociações turbulentas e muito menos sair pela porta dos fundos. Do lado de cá, a gente pede para que atletas de alto nível, até mesmo os próprios atletas do Cruzeiro, percebam que a gestão de carreira é um fator fundamental para o sucesso desportivo. Não é só o desempenho esportivo dentro de campo. É o todo. Acho que isso é o mais importante quando a gente fala da negociação com o Vitor Roque e a postura que vamos adotar daqui para frente", concluiu Pedro. 

O TEMPO/SUPERFC

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