Em audiência virtual, Cruzeiro e ex-diretor Amarildo Ribeiro recusam conciliação na Justiça

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
O ex-diretor Amarildo Ribeiro dos Santos e o Cruzeiro recusaram uma conciliação na Justiça do Trabalho em audiência realizada de forma virtual no último dia 31. O Cruzeiro foi representado pelo supervisor de futebol Benecy Queiroz e seus advogados, e apresentou duas testemunhas. Amarildo entrou na Justiça contra o clube e cobra R$ 577 mil entre salários, rescisão e multa. Uma das advogadas do Cruzeiro disse ainda não ter sido intimada no despacho que indeferiu o pedido do clube de incluir no processo o ex-presidente e o ex-vice do clube, Wagner Pires de Sá e Itair Machado. 

Ela requer revisão da decisão já que apenas agora tomou ciência do despacho. Na ata da audiência comandada pela juíza Stella Fiuza Cancado, Amarildo disse que foi contratado pelo ex-presidente Wagner Pires de Sá e que já havia trabalho com o então diretor de futebol, Itair Machado. Sobre salários ele explicou: "(...) Ele, depoente, requereu o pagamento do salário de R$35.000,00 e lhe foi dito que não seria possível naquele momento, mas que 6 meses depois da contratação seria feita a adequação do salário ao "valor de mercado", o que efetivamente aconteceu" (Trecho da ata da audiência no TRT) Na defesa cruzeirense, houve manifestação de Benecy Queiroz, decano na diretoria celeste, ocupando o cargo de supervisor do departamento de futebol. 

Ele disse que não pode afirmar se houve ou não irregularidades nos salários de Amarildo. "que ocupa o cargo de supervisor administrativo no reclamado; que é empregado do clube há mais de 45 anos, desde maio de 1972, e há cerca de 15 anos ocupa o cargo mencionado; não pode responder se houve alguma irregularidade no aumento salarial do reclamante, pois tal questão foge completamente ao cargo que ocupa" . Testemunhas O Cruzeiro ainda apresentou duas testemunhas de defesa. Uma funcionária do departamento pessoal do clube e outro funcionário do departamento de futebol. 

No depoimento de uma das testemunhas, ela explica que o aumento salarial de Amarildo foi solicitado pelo então presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá e que, posteriormente, um novo aumento foi solicitado pelo então diretor de futebol, Marcone Barbosa. 

"Que três meses após a contratação do reclamante, ela, depoente, recebeu um telefonema do Sr. Wagner Pires, Presidente do clube à época, comunicando o aumento salário de 15 para 20 mil reais e solicitando que fossem feitas as alterações necessárias; que o procedimento nestes casos é o preenchimento de um documento que é enviado para assinatura para o Presidente e o Vice-Presidente do Clube e depois retorna assinado ao RH; que em uma ocasião posterior, ela, depoente, recebeu em seu e-mail institucional, enviado pelo Sr. Marcone Barbosa, Diretor de Futebol à época, um documento referente ao novo aumento salarial do reclamante, já preenchido, para que fosse enviado ao Presidente e Vice-Presidente para assinatura; que ela, depoente, enviou então o documento já preenchido, que retornou devidamente assinado pelos referidos; que nada mais sabe a respeito dos dois aumentos salariais do reclamante, quando foi empregado do clube". 

Amarildo Ribeiro foi contratado pelo Cruzeiro em junho de 2018, indicado por Itair Machado. Eles trabalharam juntos no Ipatinga. Em outubro do ano passado, já em meio a uma crise, o Cruzeiro passou por uma reformulação, tendo o ex-presidente Zezé Perrella como gestor de futebol. Amarildo Ribeiro foi mantido no cargo por Perrella, que elogiou o trabalho na base. Entretanto, em janeiro, ele foi demitido, já com o clube administrado pelo Conselho Gestor. Após a demissão, Amarildo entrou na Justiça e cobra R$ 577.179,25.

Globo Esporte

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