Caminhoneiros planejam parar atividades

Foto: Alex Jesus 
O TEMPO 

Transportadores de combustíveis já estão em estado de greve desde o dia 18 e aguardam reunião com governo federal, na semana que vem, para decidirem se vão cruzar os braços

Os caminhoneiros que transportam combustíveis vão decidir na próxima semana se vão cruzar os braços. A decisão vai depender de uma reunião marcada para semana que vem, em Brasília, com representantes do Ministério da Infraestrutura e das distribuidoras. “Nós iniciamos uma negociação e aguardamos uma definição para ver se vamos suspender o estado de greve ou parar. Se pararmos, pode ter desabastecimento nos postos e nos aeroportos”, afirma o presidente do Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindtanque-MG), Irani Gomes.

Desde o dia 18, eles estão em estado de greve. Ontem, foram ouvidos por representantes do governo, que intermediaram as negociações com as distribuidoras. O movimento é em protesto contra a nova tabela de piso mínimo do frete, divulgada recentemente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo a categoria, além de não remunerar corretamente os transportadores, não cobre sequer os custos mínimos do transporte.

A manifestação deve se estender a outras categorias dos caminhoneiros. Os autônomos planejam parar por três dias, a partir do dia 2 de setembro, em protesto contra a tabela de frete. A política de preços, implantada pelo governo Temer em resposta à greve dos caminhoneiros de 2018, terá a constitucionalidade julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 4 de setembro.


A Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entraram na Justiça contra a tabela. Segundo elas, o piso mínimo do frete desrespeita os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.

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