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Polícia Civil faz reconstituição do assassinato do prefeito de Naque

Reconstituição do crime foi realizada nesta terça
(23) — Foto: Joana Teles/Inter TV dos Vales

G1 dos Vales 

Ministério Público e testemunhas também participaram da reconstituição, que faz parte do inquérito da PC; crime ocorreu no dia 13 de julho, quando o vereador Marcos Alves de Lima (PSDC) atirou contra o prefeito Hélio Pinto de Carvalho (PSDB) durante uma discussão.

A Polícia Civil fez na manhã desta terça-feira (23) a reconstituição do assassinato do prefeito de Naque, Hélio Pinto de Carvalho (PSDB), morto no dia 13 de julho, após discussão com o vereador Marcos Alves de Lima (PSDC). Além da PC, a Polícia Militar, Ministério Público e três testemunhas participaram da reconstituição.

O vereador, réu confesso do assassinato e que está preso em Açucena, não participou da reconstituição do crime. Segundo o advogado de defesa, Evaldo Braga, a Polícia Civil acatou um pedido feito para o não comparecimento de Marcos Alves de Lima.

A reconstituição do crime foi o último trabalho externo realizado pela PC para concluir o inquérito, que deverá ser finalizado até a próxima quinta-feira (25). De acordo com o delegado, João Luiz Martins, a conclusão é que não houve legítima defesa na hora do crime, como foi afirmado pelo vereador Marcos Alves de Lima.

"Desde o princípio de todo desenrolar do crime, o agente provocador é o autor [Marcos]. Não há de se falar em legítima defesa. Não foi Hélio que começou com a discussão e as agressões. Os disparos de arma de fogo não são em decorrência da agressão feita pelo Hélio, muito pelo contrário, o agente provocador que desfere um soco na face da vítima é o vereador Marcos Alves de Lima", explica.

Ainda de acordo com o delegado, houve uma segunda provocação por parte do vereador, incitando que o Hélio o agredisse. "Há uma segunda provocação pelo Marcos, ele diz: 'Bate, que eu vou te matar'. Então ele deixa muito claro que ele está ali sugerindo que ele [Hélio] faça as agressões para ele poder desferir os tiros. Aí acontece todo o desenrolar do crime", comenta João Luiz Martins.

O que diz a defesa

Vereador Marcos Alves de Lima foi preso
no Espírito Santo — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Para o advogado Evaldo Braga, os fatos não aconteceram como foram retratados na reconstituição. Para ele, existem elementos para provar o equívoco na reconstituição do crime.

"Neste momento, o delegado está tentando produzir uma prova e a defesa entende que não foi dessa forma que os fatos se deram. A gente vai produzir outras provas e existem elementos suficientes para fazer com que comprove ter sido diferente dessa reconstituição representada", afirmou o advogado do vereador.

Entenda do caso

O prefeito de Naque, Hélio Pinto de Carvalho, morreu no sábado (13) após ser atingido por seis disparos feitos pelo vereador Marcos Alves de Lima (PSDC). Os dois discutiram na zona rural do município, em um terreno que pertence à prefeitura e é vizinho de uma propriedade do vereador.

Testemunhas disseram à PM que a discussão estava relacionada a uma cerca que divide as propriedades. Após os disparos, o prefeito foi socorrido para o Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, mas não resistiu. O corpo dele foi enterrado no dia 14, em Governador Valadares.

Após o crime, o vereador foi preso em Governador Valadares. Ele alega que disparou para se defender após ter sido agredido a chicotadas pelo prefeito. Ele foi ouvido na Delegacia Civil e foi encaminhado para o presídio da cidade. No domingo (14), Marcos Alves de Lima foi solto do presídio durante a audiência de custódia, onde o juiz de plantão entendeu que o vereador era réu primário e não oferecia risco para a população, segundo o advogado Evaldo Braga da Silva.

No dia 16 de julho, Marcos Alves de Lima foi novamente preso, durante o cumprimento de mandado da Justiça. Ele estava na casa de familiares, em Vitória, no Espírito Santo. O vereador foi transferido para o presídio de Açucena no dia 19.

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