quinta-feira, 4 de abril de 2019

'O Estado está falido, mas os prefeitos não pagarão a conta', diz Zema

Divulgação
Apesar de ter assumido um Estado com finanças falidas, o governador de Minas, Romeu Zema, afirma que a conta não será paga pelos municípios, no que depender da sua gestão.

“As dívidas atrasadas somam um montante superior a R$ 34 bilhões. Peço desculpas pelas dificuldades passadas nos últimos anos. Daqui em diante, no que depender do meu governo, nós iremos cumprir os repasses constitucionais”, declarou Zema durante oficialização de acordo com a Associação Mineira de Municípios (AMM), na manhã desta quinta-feira (4).

Zema também confirmou a revogação do decreto estadual que permitia a retenção de recursos constitucionais. “Vamos revogar o maldito decreto, que é o terror dos prefeitos. Vamos fazer o possível e impossível. Nosso Estado está falido, mas não são os prefeitos que pagarão essa conta”, afirmou o governador.

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, aproveitou para pedir ao chefe do Executivo Estadual que tenha um olhar especial com a saúde mineira. Segundo Kalil, 60% das 14 mil consultas e 7 mil cirurgias feitas no Hospital do Barreiro no ano passado foram de pessoas vindas do interior.

“Independentemente do acordo, é importante que o Governo de Minas mantenha o diálogo com os municípios. A saúde é vida. É a caneta que pode matar. Peço, governador, que o assunto saúde seja o próximo assunto prioritário”, disse o prefeito da capital.

(Hoje em Dia)

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